terça-feira, fevereiro 19, 2008
Certo dia, eu estava na estrada com o meu FIAT 147, e como era de se esperar, a jabiraca quebrou. Então, encostei o 'Podrão' no acostamento e fiquei esperando alguém passar.
Apareceu um Porsche Boxter bi-turbo, a 170km/h. Nisso, o cara do Porsche dá marcha-ré e volta até o FIAT. Ele se oferece para rebocar a porra do FIAT, e eu aceitei a ajuda, mas pedi para não correr muito senão a jabiraca desmontava (óbvio). E combinei que piscaria o farol toda vez que o Porsche estivesse correndo demais.
Então, o Porsche começou a rebocar a jabiraca e toda vez que passava de 60km/h, eu fazia sinal com o farol (no singular mesmo), porque para variar um deles estava em curto e não funcionava.
E o cara do Porsche ia puxando a 'batedeira' a 60 km/h no máximo, morrendo de tédio...
Então aparece um Mitsubishi 3000 GT, que íntima o Porsche, este não deixa barato e vai pro
pau! 120, 130, 150, 190, 210, 240 Km/h...
Eu já tava desesperado, piscando o farol que nem um louco, e os dois alinhados...
Os caras passam por um posto policial, mas nem vêem o radar, que registra impressionantes 240 km/h!!
Então, o policial avisa pelo rádio o próximo posto: 'Atenção, um Porsche vermelho e um Mitsubishi preto disputando racha a mais de 240 km/h na estrada, e... juro pela minha mãezinha... um FIAT 147 colado na bunda deles dando sinal de luz para ultrapassar!!!'
A DIETA DA ALMA
Cada dia cresce mais e mais a preocupação e os cuidados com o corpo. Não faltam dietas, quer para emagrecer, engordar, manter o peso, controlar o colesterol, etc.
Todas têm um caminho certo: Cuidar do organismo através do controle da alimentação para uma vida mais saudável.
Com tanto esforço da dietoterapia e das academias, seja louvável e necessário, não obstante, eu pergunto: Quem vai cuidar da alma? Qual a dieta que elimina as “toxinas” de nosso interior e o excesso de “gordura” de nossas emoções?
Na lógica das dietas alimentares, sem corte de tudo que é prejudicial para o organismo, seja por excesso e/ou contaminação, não são possíveis saúde e bem estar.
Partindo dessa lógica, eu gostaria de prescrever uma dieta para a alma,
a base de cortes radicais que somente serão possíveis através de uma grande força de vontade.
Esta força de vontade deve emergir da própria alma e será produzida pela certeza de que: É preciso ser feliz.
Minha dieta está baseada na eliminação de cinco sentimentos que, enquanto estiverem em nós, produzem uma espécie de “lixo” interior: orgulho – inveja – amargura
vingança – ódio.
Toda pessoa orgulhosa é doente e não se dá conta disso. O ORGULHO, via de regra, conduz ao isolamento social e se fundamenta numa grande ilusão, de querer ser aquilo que se é.
Todo orgulhoso termina a vida frustrado e só.
Eliminando o orgulho, você libera outros sentimentos que tornarão sua vida bem melhor.
A INVEJA é sempre um atestado de incompetência, além de ser pobreza de espírito. É também a revelação de um péssimo caráter. O invejoso tem um sorriso falso, tem uma mente doente e geralmente contamina outras pessoas, destruindo amizades
e relacionamentos.
É bom a gente ver também o sucesso dos outros e ajudá-los em suas conquistas, pois neste mundo de DEUS, há espaço para todos.
O invejoso é um fraco.
Toda pessoa amargurada vive sempre com a alma sangrando por dentro, gotejando lágrimas de um eterno sofrer. A AMARGURA, quando cria raízes no coração, produz o ressentimento, o desencantamento da vida, a tristeza contínua que logo é refletida através de um olhar distante e sem brilho, pelo sorriso vazio ou pelo coração fechado para o amor. Quantas pessoas há que não conseguem mais sorrir, perderam completamente a alegria de viver! Como é possível viver feliz com amargura no coração ?
Na vida nada é melhor que um dia após o outro. Por isso mesmo evite ser uma pessoa de espírito vingativo, pois a VINGANÇA é a arma dos fracos, dos que não têm DEUS no coração. A vida dá sempre muitas voltas e deixe que ela mesma se encarregará de esclarecer muitas coisas e, por mais difícil que seja, abençoe sempre os que lhe desejam o mal.
Aprender a abençoar é também aprender a ser livre.
Por último, não permita jamais que o ÓDIO se instale dentro de você. Ele é uma espécie de tumor maligno em nossa afetividade e poderá um dia evoluir para um grande tumor maligno em nosso corpo. Ele é irracional, prejudicial e desnecessário.
O ódio é sempre a negação do amor e falta do amor revela a ausência de DEUS.
Quem odeia, não perdoa, e quem não perdoa vive intranqüilo, sem paz e cheio de remorso. O ódio é o câncer da alma!
A vida é um dom de DEUS. Viver bem é uma necessidade e também um desafio. Cuide de seu corpo, elimine tudo que lhe faz mal, ... Mas cuide também de sua vida interior eliminando as “toxinas” e as “gorduras” da alma; elas adoecem as emoções, deformam a estética de nossa interioridade e produzem muitos males ao longo da vida.
“Finalmente irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento”.
(Filipenses 4 : 8)
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
A borboleta e a Flor – Autor Desconhecido
Certa vez, um homem pediu a Deus
uma flor...
... e uma borboleta.
Mas Deus lhe deu um cacto...
... e uma lagarta.
O homem ficou triste, pois não entendeu o porque do seu pedido vir errado.
Daí pensou: Também, com tanta gente para atender...
E resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixara esquecido.
Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores.
E a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo.
O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.
Se você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra, confie.
Tenha a certeza de que Ele sempre dá o que você precisa, no momento certo.
Nem sempre o que você deseja...
é o que você precisa.
Como Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.
O espinho de hoje...
será a flor de amanhã!
domingo, fevereiro 17, 2008
A Arte de não Adoecer
Dr. Dráuzio Varella
Se não quiser adoecer...
...Fale de Seus Sentimentos.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos “segredos”, nossos erros... O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia!
Se não quiser adoecer...
...Tome Decisões.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer...
...Busque Soluções.
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer...
...Não Viva de Aparências.
...Aceite-se.
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer...
...Confie.
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não Se não quiser adoecer...
...Não Viva Sempre Triste.
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia!
sábado, fevereiro 16, 2008
A CADERNETA VERMELHA
O carteiro estendeu o telegrama.
José Roberto não
agradeceu e enquanto abria
o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa.
Uma expressão mais de
surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto.
Palavras breves e incisas:
- Seu pai faleceu. Enterro 18horas. Mamãe;
Jose Roberto continuou parado, olhando para o vazio.
Nenhuma lágrima lhe
veio aos olhos nenhum aperto no coração.
Nada!
Era como se houvesse morrido um estranho.
Por que nada
sentia pela morte do
velho?
Com um turbilhão de pensamentos confundido-o,
avisou a esposa, tomou
o ônibus e se foi, vencendo os silenciosos quilômetros
de estrada enquanto a
cabeça girava a mil.
No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a
mãe não ficasse mais amargurada.
Ela sabia que pai e
filho não se davam bem.
A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva
de acusações, José Roberto havia feito
as malas e partido
prometendo nunca mais
botar os pés naquela casa.
Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo
Natal, Ano Novo ou
Páscoa...
Ele havia se desligado da família não pensava no pai e a última
coisa na vida que desejava na vida
era ser parecido com
ele.
O velório:
poucas pessoas.
A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa.
Quando reviu o filho, as lágrimas
correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio.
Depois, ele viu o corpo sereno
envolto por um lençol de rosas vermelho,
como as que o pai gostava
de cultivar.
José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia.
Era como estar diante de um desconhecido um estranho, um...
O funeral: o sabiá cantando, o sol se pondo.
Ele ficou
em casa com a mãe até
a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para
conhecê-la.
Agora, ele poderia voltar à casa, porque
aquele que não o amava,
não estava mais lá para dar-lhe
conselhos ácidos nem para
criticá-lo.
Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão
-Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse.
-Mas, infelizmente só
depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes...
Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a não
no bolso e sentiu o presente.
O foco mortiço da luz do
bagageiro, revelou
uma pequena caderneta de capa
vermelha.
Abriu-a curioso.
Páginas amareladas.
Na primeira, no alto, reconheceu a
caligrafia firme do
pai:
"Nasceu hoje o José Roberto.
Quase quatro quilos!
O meu primeiro filho,
um garotão!
Estou orgulhoso de ser o pai daquele
que será a minha
continuação na Terra!".
À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estomago, mistura de dor e perplexidade,
pois as imagens do passado ressurgiram firmes e
atrevidas como se acabassem de acontecer!
"Hoje, meu filho foi para escola.
Está um homenzinho!
Quando eu vi ele de uniforme, fiquei
emocionado e desejei-lhe um futuro
cheio de sabedoria.
A vida dele será diferente da minha,
que não pude estudar
por ter sido
obrigado a ajudar meu pai.
Mas para meu filho desejo o melhor.
Não permitirei que a vida o castigue".
Outra página
-"Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele
merece porque é estudioso e esforçado.
-Fiz um empréstimo que espero pagar
com horas extras".
José Roberto mordeu os lábios.
Lembrava-se da sua intolerância,
das brigas feitas para ganhar a
sonhada bicicleta.
Se todos os
amigos ricos tinham uma,
por que ele também não poderia
ter a sua?
"É duro para um pai castigar um filho
e bem sei que ele poderá me odiar
por isso;
entretanto, devo educá-lo para
seu próprio bem."
"Foi assim que aprendi a ser um
homem honrado e esse é
o único modo que sei
de ensiná-lo".
José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma
bebedeira, tinha ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse
aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos...
Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de
sangue que tinha
batido contra uma árvore...
Parecia ouvir sinos, o choro da
cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o
cemitério.
As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações,
cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura,
o pai o havia amado.
O "velho" escrevia de madrugada.
Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era,
ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores,
o mundo esperava que fosse durão
para que não o julgassem nem
fraco e nem covarde.
E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela
fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor.
A última página.
Aquela do dia em que ele havia
partido:
-"Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto?
Por que sou considerado culpado,
se nada fiz, senão tentar
transformá-lo em um homem de
bem?"
"Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre.
Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser
o pai que ele merecia ter."
Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o
pai tinha morrido naquele momento,
José Roberto fechou
depressa a caderneta,
o peito doía.
O coração parecia haver crescido tanto,
que lutava para escapar pela boca.
Nem viu o ônibus entrar na
rodoviária, levantou aflito e
saiu quase correndo porque precisava
de ar puro para respirar
A aurora rompia no céu e mais um dia começava.
"Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranqüilos!" - certa
vez ele tinha ouvido essa frase e jamais havia refletido o na profundidade
que ela continha.
Em sua egocêntrica cegueira de
adolescente, jamais havia
parado para pensar em verdades mais profundas.
Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são
atiradas ao lixo.
Afinal, naqueles dias de pouca reflexão
tudo era juventude, saúde, beleza,
musica, cor, alegria,
despreocupação, vaidade.
Não era ele um semideus?
Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.
De repente.
No jogo da vida, ele era
o pai e seus atuais contestadores.
Como não havia
pensado nisso antes?
Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado
com os negócios,
a luta pela sobrevivência, a sede
de passar fins de
semana longe da cidade
grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar
dialogar com os
filhos.
Ele jamais tivera a idéia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha
para anotar uma frase sobre
seus herdeiros, jamais lhe
havia passado pela cabeça escrever
que tinha orgulho daqueles
que continuam o seu nome.
Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?
Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de
humildade.
Quis gritar, erguer procurando agarrar o
velho para sacudi-lo e
abraçá-lo, encontrou apenas
o vazio.
Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol
acabava de nascer.
Então, José Roberto acariciou as
pétalas e lembrou-se da
mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor.
Por que nunca tinha
percebido tudo aquilo antes?
Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos
para o céu dourado,
de repente, sorriu e desabafou-se
numa confissão aliviadora:
-"Se Deus me mandasse escolher,
- eu juro que não queria ter tido
outro pai que não fosse
você velho!
-Obrigado por tanto amor, e me perdoe por
haver sido tão cego."
"FALE, CURTA, ABRACE, BEIJE,
SINTA E AME TODAS AS
PESSOAS COM QUE VOCÊ PODE
VER E TOCAR"
APROVEITE!!!